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A ave Primavera (Xolmis cinereus) pertence à da Família TYRANNIDAE. Apresenta larda distribuição pelo Brasil.
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Idiomas disponíveis: Português
Palavras-chave: Ave
12/12/201013
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18cm. Identificação: pode ser confundinda com duas outras espécies do gênero, a noivinha ( Xolmis irupero ), que possui o corpo quase inteiro branco, exceto pelas asas e cauda e a primavera ( Xolmis cinerea ), que é mais cinzenta, tendo a noivinha-branca, portanto, uma coloração intermediária entre estas duas espécies. Espécie típica de áreas campestres, a noivinha-branca, ou pombinha-das-almas passa a maior parte do tempo imóvel, pousada em árvores isoladas na paisagem, em postes de eletricidade ou mourões de cerca. Alimenta-se principalmente de insetos capturados em vôos curtos, retornando em seguida ao poleiro, mas também consome pequenos frutos. Pouco se sabe sobre seu comportamento e reprodução. É migratória, mas suas rotas migratórias não são bem conhecidas.
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Idiomas disponíveis: Português Inglês
22/02/20077
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Identificação: inconfundível pela sua cauda extremamente longa e visivelmente bifurcada. A única outra espécie semelhante é a tesoura-do-brejo ( Gubernetes yetapa ), do qual difere por apresentar a cabeça menor com o topo negro e pela cauda ser relativamente mais grossa. A cauda tem praticamente o mesmo comprimento do corpo. O macho é maior que a fêmea, chegando a 40cm com a cauda. Passa a maior parte do tempo empoleirado no alto, voando para capturar os insetos que são a base de sua alimentação. Também consome pequenos frutos. O casal constrói um ninho ralo de gravetos porcamente amontoados. É comum os filhotes e ovos serem derrubados pelo vento. Os pais se revezam na criação dos filhotes. São migratórios, indo para latitudes mais baixas no inverno. Durante as migrações podem formar bandos numerosos. As datas de migração desta e de várias outras espécies sazonais têm sido cada vez mais variadas, o que pode ser devido ao aquecimento global.
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21/02/20076
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22cm. Identificação: lembra um pouco as marias-cavaleiras (gênero Myarchus ), porém não apresenta topete nem marrom nas partes superiores. É muito parecido com o suiriri-de-garganta-branca ( Tyrannus albogularis ), tendo inclusive a garganta branca, mas esta cor é muito menos intensa e mais restrita que na última espécie. O nome suiriri é derivado da vocalização desta ave, facilmente reconhecida. Esta ave passa a maior parte do tempo empoleirada imóvel em galhos altos, fios da rede elétrica ou antenas de televisão. Alimenta-se de insetos que costuma capturar em vôos curtos, retornando a seu poleiro logo em seguida. É uma ave muito valente e territorial. Afugenta qualquer outra ave que a ameace, inclusive espécies bem maiores e perigosas como gaviões. Constrói o ninho em árvores altas. Há observações que evidenciam a construção de ninhos em arvores com colméias de forma que as abelhas auxiliem na segurança da prole. É migratório, indo para o norte no inverno. Os registros das datas de chegada dos suiriris em varias cidades têm mostrado grandes adiantamentos ou atrasos nos últimos anos, o que pode ser um reflexo das mudanças climáticas advindas do aquecimento global.
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21/02/200712
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Identificação: há uma discussão sobre o status desta espécie. O Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos atualmente considera duas espécies do gênero Suiriri, o suiriri-cinzento (Suiriri suiriri), que é dividido em duas subespécies, S. suiriri suiriri, também conhecido como suiriri-do-sul (foto ao lado), que ocupa o centro-sul do país e o suiriri-do-cerrado, S. suiriri affinis, que ocorre no Brasil central e no Nordeste. Este último difere por apresentar o uropígio (base superior da cauda) amarelado, enquanto esta região é cinza no primeiro. A outra espécie considerada é o recém-descrito suiriri-da-chapada, restrito às chapadas do planalto central, com coloração mais próxima à do S.suiriri affinis, pois a base da cauda é amarelada, mas apresenta bico menor e a ponta da cauda é clara. Há artigos descrevendo hibridações entre estas espécies e subespécies. Sabemos tão pouco sobre esta espécie que não há nem consenso sobre seu status como espécie. Trata-se de uma ave solitária, as vezes vista aos pares. Seus hábitos lembram muito os dos siriris do gênero Tyrannus, pois passa a maior parte do tempo imóvel, empoleirada em galhos sem folhas de árvores altas, de onde voa para capturar insetos alados e depois retorna ao poleiro. Não se aproxima muito de áreas urbanas, mas pode ser encontrado na zona rural próximo às habitações. Raramente é uma espécie abundante, o que é um pouco estranho se pensarmos que não é muito exigente quanto ao hábitat, sendo encontrada em vários tipos de formações vegetais abertas. Há um estudo que cita uma redução na população de suiriris-cinzentos após queimadas numa região de cerrado. Este estudo associa este resultado à perda das árvores que esta ave usa como poleiro após as queimadas. É provavelmente migratório, mas suas rotas e trajetos de migração ainda não foram investigados.
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20/02/20076
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Comprimento: 22cm Identificação: existem várias espécies de tiranídeos com o mesmo padrão de cores, dentre as quais 4 são particularmente similares ao bem- te-vi: o nei-nei (Megarynchus pitangua), o bem-te-vizinho-do-brejo (Philohydor lictor), e os dois bem-te-vizinhos do gênero Myiozetetes, o M. similis e o M. cayanensis. O nei-nei é do mesmo tamanho do bem-te-vi, mas possui um bico maior e bem mais largo (ver neste site), o bem-te-vizinho-do-brejo é mais esbelto, menor e apresenta o bico proporcionalmente mais afinado achatado. Já os bem-te-vizinhos do gênero Myiozetetes são menores, possuem o bico cônico e proporcionalmente menor e as sobrancelhas brancas menos definidas. É sem dúvida alguma uma de nossas aves mais famosas não é para menos se pensarmos que está presente desde as praias de nosso litoral até as bordas da Floresta Amazônica. É também muito popular nos outros países onde ocorre, recebendo nomes onomatopéicos em várias línguas como kiskadee em inglês, qu´est ce em francês (Guiana) e bichofêo em espanhol (Argentina). Sua abundância pode ser explicada por sua versatilidade e inteligência para se adaptar aos vários ambientes que ocupa, o que transparece até mesmo em sua alimentação onívora. Quando no litoral captura ``baratinhas-de-praia´´ e ou- tros pequenos crustáceos nas pedras, no cerrado banqueteia-se com os cupins alados quando estes saem para a reprodução, em cidades chega a esperar a noite para capturar mariposas e outros insetos nas luzes artificiais, quando em lagos pesca pequenos peixes nas margens e não dispensa nem sobras de ração de cachorro e migalhas. Além de tudo isso ainda consome ovos e filhotes de outras aves e já o vi comendo uma pequena cobra e em outra ocasião um lagarto, ambos mortos com golpes contra uma superfície sólida. É territorialista e investe contra outras aves que tentem invadir seu território. Na época da reprodução o casal constrói um ninho globular com cerca de 25 cm de diâmetro, tipicamente em árvores altas e sem folhas. O ninho é construido com fibras vegetais, mas em áreas urbanas já foram encontrados todos os tipos de materiais possíveis no ninho, desde pedaços de pano até rabiolas de pipa.
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05/02/200720
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Tamanho: 21cm Idenficação: pode ser confundido com o bem-te-vi-pirata (Legatus leucophaius) e com o peiteca (Empidonomus varius - ver neste site), mas é maior que os dois. É uma espécie geralmente solitária e quieta, cantando com mais intensidade ao entardecer ou nas primeiras horas do dia. Sua vocalização consiste em uma sé- rie de guinchos repetidos. Passa a maior parte do tempo pousado em poleiros nas árvores das bordas de matas secundárias, florestas de galeria ou matas de várzea. Alimenta-se de insetos que apanha em vôo a partir do poleiro e também de pequenos frutos como o da canela-amarela, sendo um provável dispersor de sementes. O ninho pode ser construído em uma forquilha, ocos de árvores ou até memo sobre bromélias. A fêmea é encarregada tanto da contrução do ninho quanto da incubação, que leva 16 ou 17 dias. O casal se reveza na alimentação dos filhotes que deixam o ninho 18 a 21 dias após a eclosão. Realiza migrações sazonais, indo para as latitudes mais baixas no inverno.
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16/12/200612
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18,5cm Identificação: assim como outras maria-cavaleiras, possui a parte inferior amarela, a garganta cinza e as partes superiores castanhas. Difere das outras espécies pelo pequeno topete e pela ausência de manchas brancas ao redor dos olhos. Seus hábitos não diferem muito das outras marias-cavaleiras, pois passa a maior parte do tempo imóvel, empoleirada no estrato médio de bordas de matas. Alimenta-se principalmente de insetos alados que captura em vôos curtos, retornando ao poleiro em seguida, mas também caça insetos sobre as folhas e ramos de árvores e consome pequenos frutos. O canto lembra o do birro (Melanerpes candidus), porém menos intenso. O ninho é construído em buracos de árvores. Geralmente são postos 2 ovos amarelados.
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16/12/20064
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Comprimento: 23cm Identificação: é quase idêntico ao bem-te-vi, apesar de ser um pouco maior. Os dois únicos meios de diferenciar o nei-nei são pela vocalização, bem diferente da vocalização do bem-te-vi, ou pelo tamanho do bico, que é bem maior que o do bem-te-vi. O problema é que o bico é mais largo que com- prido então seu tamanho chama mais atenção quando visto por baixo do que de perfil. Apesar da aparência quase idêntica ao seu primo bem-te-vi, o nei-nei se comporta de forma um tanto diferente. É muito mais tímido, sendo mais fácil de ouvir que ver, pois passa a maior parte do seu tempo na copa das árvores. Habita regiões com abundância de árvores, mas não penetra no interior de matas fechadas. Seu grande bico o ajuda a apanhar os insetos e as frutinhas dos quais se alimenta. Já foi visto pescando pequenos peixes e caçando pequenos lagartos e filhotes de outras aves. A fêmea é encarregada da construção do ninho, que é uma tigela rasa feita de gravetos e grama, enquanto o macho traz o material. A fêmea bota 2 ou 4 ovos claros com pequenas manchas e os choca sozinha. Os pais se revezam na alimentação dos filhotes, que saem do ninhos após 23 a 26 dias. É migratório em algumas regiões.
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09/12/20069
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Tamanho: 18cm Idenficação: o peito é amarelo, a garganta clara, a cabeça cinza e as partes superiores marrons. Essa coloração lembra a de muitas outras espécies da família TYRANNIDAE, mesmo assim o bem-te-vi-do-gado é fácil de ser identifi- cado pelos seus hábitos, especialmente por passar a maior parte do tempo no solo, andando de uma forma que lembra muito o joão-de-barro (família Furnari- idae), enquanto os outros tiranídeos com os quais pode ser confundido são mais arborícolas. Como o próprio nome diz, o comportamento mais conhecido do bem-te-vi-do- gado é o seu hábito de seguir bois, antas, capivaras e outros mamíferos grandes para capturar carrapatos e outros parasitas sobre estes animais ou para se apa- nhar os insetos espantados por eles enquanto caminham.Ocorre na região centro-leste do Brasil, distribuindo-se desde a Venezuela até a Bolívia, Argentina e Uruguai. É migratório no sul do Brasil. Vive em paisagens abertas, campos de cultura e parques nas cidades. Constrói um ninho de gravetos a cerca de 4 m do solo, mas eventualmente pode ocupar o ninho abandonado do joão-de-barro (Furnarius rufus). Os ovos, brancos ou cor de creme, são incubados pelo casal.
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09/12/200615
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Tamanho:40m Idenficação: como o próprio nome diz, sua característica mais marcante é a longa cauda bifurcada lembrando uma tesoura. A única espécie com a qual pode ser confundida é a tesourinha Tyrannus savana, que possui as partes inferiores brancas, a cabeça negra e as penas da cauda mais largas. Pouco se sabe sobre esta espécie que apesar de não ser muito exigente quanto ao seu hábitat, já que é as vezes encontrada em áreas bem alteradas pelo ser humano, nunca é muito abundante. É geralmente encontrada solitária ou em casais, quase sempre próxima a locais alagados. Passa a maior parte do tempo empoleirada em taboas, pequenas árvores, mourões de cerca ou postes de iluminação. Alimenta-se de insetos que apanha saindo de seu poleiro em direção ao chão, retornando em seguida ao mesmo lugar. Apresenta um comportamento típico de arrepiar as penas e bater as asas sem sair do lugar enquanto balança sua longa cauda rapidamente para cima e para baixo. Sabe-se que esta espécie realiza migrações sazonais, mas as trajetórias destes deslocamentos ainda não foram estudadas detalhadamente.
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08/12/20067
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Comprimento: 16cm Identificação: Sua coloração branca e preta é quase inconfundível. A única outra ave que ocupa os mesmos habitats e que possui cores semelhantes á a viuvinha-de-cabeça-branca (Arundinicola leucocephala), mas esta apresenta a maior parte do corpo negro com a cabeça branca e é também razoavelmente menor. A distribuição desta ave é curiosa, pois existem duas populações muito distantes, uma no leste brasileiro e outra no noroeste da América do Sul. A população brasileira, antigamente restrita a açudes e rios no Sertão e Agreste da região nordeste, está em expansão. A Mata Atlântica, que aparentemente re- presentava uma barreira natural para esta espécie, foi perdendo espaço para pastagens e culturas que se assemelham mais ao semi-árido do que à Floresta Umbrófila, possibilitando assim a expansão desta espécie. Outras explicações envolvem o aumento no número de rios represados no sudeste e mudanças climáticas. O fato é que esta simpática ave está sendo registrada cada dia mais ao sul. Na década de 90 foram feitos os primeiros registros da espécie no interior de São Paulo e hoje em dia já são registradas aves se reproduzindo em Santa Catarina. Alimenta-se de pequenos artrópodes que captura na lama das margens de rios, açudes, brejos e possilgas, de onde raramente se afasta. Seu ninho é feito de gravetos que são geralmente amontoados em árvores próximas a água. É comum ver estas aves em casais. O macho possui as costas levemente mais escuras que a fêmea.
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08/12/20069
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Comprimento: 18cm Identificação: existem duas espécies muito parecidas com o peiteca: o bem- te-vi-pirata e o bem-te-vi-rajado. O peiteca se distingue do primeiro por ser um pouco maior, por apresentar o bico relativamente menor, por suas sobrancelhas brancas serem mais longas, geralmente se encontrando na nuca e por apresentar uma coloração geral menos ferruginosa. Já o bem-te-vi- rajado é maior que o peiteca, seu bico é relativamente maior, suas manchas são mais escuras e melhor definidas. A dificuldade na identificação desta ave não é só devido à sua semelhança com o bem-te-vi-pirata e com o bem-te-vi-rajado, mas também por essas duas outras espécies ocorrem mais ou menos nos menos ambientes que o peiteca e muitas vezes migrarem para os mesmos locais nas mesmas épocas. O peiteca vive em bordas de matas, capoeiras, clareiras em florestas primá- rias, cerradões e outras formações com árvores de tamanho médio, mas não muito fechadas. Ocorre a leste dos Andes da Argentina até os E.U.A, realizando migrações sazonais ao longo de sua distribuição, deslocando-se para latitudes mais baixas no inverno. Alimenta-se basicamente de insetos alados que apanha em vôos curtos a par tir de um poleiro e também de pequenas frutinhas como as do tapiá, que apanha tentando pairar no ar como um beija-flor, sem pousar nos galhos. O ninho é geralmente contruido sobre um galho horizontal, feito de grama, gravetos e fibras dispostas em forma de uma tigela rasa. São postos 3 ou 4 ovos de cor creme. A incubação é feita pela fêmea e demora de 14 a 16 dias. O casal se reveza para alimentar os filhotes.
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07/12/20065
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Comprimento: 16cm Identificação: o gênero Elaenia é famoso entre os ornitólogos pela dificuldade na identificação de suas espécies. Por outro lado a guaracava- de-barriga-amarela é a mais fácil de se reconhecer, não só pelo fato óbvio de seu ventre ser amarelo, mas também por ser bem menos arisca que as outras. Possui um topete que só é eriçado quando a ave está excitada. Nem o topete nem a face apresentam faixas brancas. Muitas pessoas não conhecem esta ave apesar de já a terem visto e com certeza ouvido. Sua vocalização lembra muito a do bem-te-vi quanto ao timbre e intensidade. Seu outro nome popular maria-já-é-dia refere-se ao seu canto. As guaracavas-de-barriga-amarela habitam quintais, pomares, cafezais, cerra- dões e bordas de mata de quase todo o país, mas não ocorrem em locais com florestas muito extensas. Raramente descem ao solo. Passam a maior parte do tempo no estrato médio, subindo as vezes às copas das árvores. Alimentam-se basicamente de insetos mas podem comer frutinhas em algumas épocas. Caçam ativamente pulando entre os ramos das árvores ou esperam al- gum inseto voador passar por perto e o capturam em vôos curtos, retornando ao mesmo galho. O casal constrói um ninho em forma de tigela e a fêmea bota em média dois ovos de cor creme com manchas vermelhas. A incubação leva cerca de 16 dias e os filhotes desenvolvem a plumagem dentro dos 16 dias seguintes à eclosão.
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06/12/200611
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